Laura Zennet conta sua experiência de vida através de trilogia de lançamentos

A cantora e compositora Laura Zennet está com trabalho novo: ‘Trilogy Laura Zennet’, no canal da artista no YouTube com as músicas `Hello My Darkness’, ‘Fight’ e ‘Cure’. O projeto mostra a artista numa linha pop, trip hop, lo-fi, com ambiências eletrônicas, estilo ‘cinematic atmosfere’.

A primeira canção `Hello My Darkness´, retrata a dualidade presente dentro de nós mesmos, a luta para sair de determinados padrões. A segunda música ´Fight´, fala sobre a luta para se adaptar a essa nova realidade, pós-pandemia, e nos convida a despertar dentro de si, a força e a coragem de se transformar por completo. Para finalizar, ‘Cure’, que aborda a cura e a transformação dentro de cada um de nós, a readaptação a uma nova realidade. A produção musical, mixagem e masterização são de Bry Adam Ortega.

Laura foi integrante do coletivo Cavalo Preto, safra de jovens cantores e compositores do Rio de Janeiro e participou de alguns shows com a renomada banda Blitz. Suas principais referências são Massive Attack, Bishop Briggs, Lana Del Rey e Florence and The Machine. Confira a entrevista!

Durante sua infância você viveu em 2 países completamente distintos, Holanda e Brasil. Como a vivência em cada país te ajudou a crescer artisticamente e como a arte de cada país impacta nas suas canções?

Eu nasci na Holanda e vim bebê para o Brasil. Mas depois fiz intercâmbio na Hungria com 17 anos e depois cursei um semestre da minha faculdade de Comunicação – Jornalismo, em Nova York. Acredito que estas vivências contribuíram muito para o meu crescimento como ser humano, para a minha visão de mundo e isso eu trago nas minhas canções, como artista. Quero inspirar as pessoas a serem quem são e encontrarem seu propósito, essa mensagem que trago através das canções.

São experiências que vivi e que outras pessoas devem ter vivido também durante o isolamento social, na vida. Escrevo em inglês, por causa da minha história e também porque quero atingir um maior número de pessoas com as minhas canções.

Por qual motivo resolveu utilizar três estilos musicais diferentes no seu novo trabalho e como conseguiu que mesmo assim ele continuasse coeso?

Música conversa com a alma. Não acredito em rótulos de estilos musicais e nem num estilo fechado em si, acredito que cada artista tem a sua bagagem e a sua história e o que ele comunica com o público é a sua essência, a sua mensagem. Portanto, não pensei em um estilo só e nem em coesão, mas sim no que estava sentindo no momento em que estava fazendo as canções. Resolvi mesclar o que está presente na minha essência e trazer com verdade na minha música. Denominar um estilo ou o rótulo os outros que fazem ou não. Para mim, o que importa é a verdade artística de cada um e a mensagem. É sobre tocar as pessoas e trazer a mensagem. Se você sente, o outro também sentirá.

A canção ‘Hello Darkness’ abre o projeto mostrando a dualidade que está presente em todos nós e a luta para sair dos padrões. Como é para você viver em uma sociedade que impõe tanto padrão ao mesmo tempo em que você deseja ir contra todos ou a maioria deles?

Sim, a sociedade impõe padrões ao mesmo tempo em que nos últimos anos estamos vivendo quebra de paradigmas. Não se tem segurança mais do passado, o presente é incerto e mais ainda o futuro. Tudo se transforma o tempo inteiro. Pessoas se sentem cada vez mais vazias nesse mundo caótico que vivemos. O que resta, portanto, é a nossa essência. Temos que entrar em contato com ela, lidar com os nossos lados mais escuros, desconstruir para reconstruir. E se transformar, se reinventar. Foi isso que aconteceu na pandemia. E é isso que trago através da Trilogia que criei, com as músicas Hello my Darkness que fala dessa nossa luta interna e externa, a Fight, essa luta e coragem que tivemos que ter e desenvolver para sobrevivermos e nos adaptarmos uma nova realidade, entre o mundo real e o virtual das novas tecnologias e a Cure que fala da cura e a transformação dentro de cada um de nós, a readaptação a uma nova realidade. É a cura consigo mesmo. Vivi isso na pandemia e tenho certeza que outras pessoas também passaram, ou passam por isso, internamente e externamente em algum momento da vida. Tivemos que mudar muita coisa e essa música leva uma mensagem de esperança. Tanto a trilogia como o projeto em geral é voltado para todas as pessoas estimulando a conexão com sua própria essência e a desconstrução e reconstrução de paradigmas, estimulando emoções e sentimentos. O propósito é encorajar pessoas a encontrarem seu lugar no mundo.

As canções ‘Fight’ e ‘Cure’ abordam diferentes pontos, porém com a mesma temática, a vida pós-pandemia. Como a readaptação a este novo mundo impactou os seus projetos artísticos?

Essa readaptação a este mundo novo impactou os meu projetos artísticos de todas as formas possíveis. Vivi uma transformação muito grande internamente e que trouxe para o meu trabalho. Acho importante a gente trazer para a arte, para a música essas experiências e servir de inspiração para outras pessoas. A arte tem o poder de transformar as pessoas e vejo isso como meu propósito. Inspirar as pessoas a serem quem realmente são na sua essência e encontrarem a sua motivação e propósito de vida.

Quão importante foi o conhecimento que você adquiriu participando do coletivo Cavalo Preto, safra de jovens cantores e compositores do Rio de Janeiro, e a participação em shows com a Banda Blitz?

A minha experiência com o Coletivo Cavalo Preto me auxiliou muito a desenvolver o  meu lado compositora e a trocar vivências com outros artistas o que me fez crescer artisticamente assim como a minha experiência com a banda Blitz, que também foi muito enriquecedora. Estar do lado de pessoas experientes e que sempre admirei foi muito gratificante.

No geral é muito bom vivenciar, trocar experiências, sentir a vibração da plateia, ter essa sensação de que estamos cumprindo o nosso propósito e papel como artista, de levar uma mensagem e tocar as pessoas de alguma forma. Isso, não tem preço.

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*Com Regina Soares e Letícia Cleto

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